A Lapa


A histórica cidade da Lapa possui uma área de 2097,7 km² segundo o último censo possuí: 42.000 habitantes.


Em meados do século XVIII já tinha um regular número de habitantes, sendo que os primeiros moradores dedicaram-se as atividades de apoio aos tropeiros e a agropecuária, o que contribuiu e muito para o seu desenvolvimento. Além do ciclo do tropeirismo, a Lapa participou ativamente dos ciclos da erva mate e madeira, fundamentais para a emancipação e desenvolvimento da província do Paraná.

Parada de tropeiros do caminho do Viamão que ligava no Rio Grande do Sul a Sorocaba, em São Paulo. A Lapa era um ponto estratégico para o descanso dos homens e animais, pois além de ficar no meio da viagem era o início dos Campos Gerais.

A cidade fez história participando do que é considerado um dos mais importantes a Revolução Federalista. As lutas que ali se desenrolaram contribuíram de forma direta para a consolidação da República, no ano de 1894.

O Cerco da Lapa marcou a resistência da cidade ao ataque de rebeldes comandados por Gumercindo Saraiva, acontecimento inserido na história do Brasil revelando General Gomes Carneiro um herói que lutou até o fim por seus ideais.

A Lapa possui importante patrimônio histórico, seus casarios e museus fazem com que os visitantes e seus moradores viagem no tempo. Cada casa, cada rua, cada monumento, tem sua própria história. Por isso, lhe fazemos um convite:

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Gastronomia

(quirera com costela de porco)
 Quirera com costelinha de porco, paçoca de carne e arroz carreteiro. Essas são algumas delícias de dar água na boca e que fazem parte do cardápio da típica culinária lapeana. Famosa pelo colorido dos seus pratos, feitos à base de ingredientes que dão sustância, como o milho, a carne de porco e o charque, apreciar esta culinária é uma oportunidade de conciliar paladar e conhecimento sobre uma parte da história paranaense: o tropeirismo.

Carlos Roberto Antunes dos Santos, coordenador do grupo de pesquisa e estudo da História da Alimentação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), diz que a comida típica da Lapa, nos Campos Gerais, evoluiu com esse movimento. “Ela está ligada ao cotidiano de viagens, mudando a cada cidade por onde os tropeiros passavam, incorporando ingredientes típicos de cada lugar.”
Segundo o coordenador, a culinária lapeana abrange a cozinha luso-brasileira, que mescla a influência portuguesa colonial à indígena e à africana. “Os tropeiros traziam e levavam alimentos e saberes, uma alimentação própria e rústica”, define.

Expressividade
Repleta de cores e com formas bem variadas, a culinária lapeana tem um sabor forte e uma característica especial em razão do nomadismo das tropas. “Ela se baseia em feijão, toucinho, fubá, farinha, carne-de-sol e café, alimentos que não estão sujeitos à ação do tempo”, explica o professor da pós-graduação em Gastronomia da Universidade Positivo, Marcelo Rocha.
Com uma diversidade de pratos, há aqueles que merecem destaque especial. “A paçoca lapeana é um dos mais expressivos. É preparada com charque e torresmo, socados no pilão com farinha de mandioca e a quirera, que é feita com milho quebrado e carne de suã”, cita Carlos dos Santos.
Apesar de suas peculiaridades, a comida lapeana também se assemelha a outras cozinhas, principalmente em relação ao feijão tropeiro, fruto de trocas gastronômicas na época do tropeirismo. “Muitos viajantes do sul iam a Minas Gerais trocar mulas e mantimentos por metais e pedras preciosas e com ele levaram o feijão tropeiro, de transporte fácil, que acabou resultando no tutu à mineira com torresmo”, assinala Rocha.
(virado de feijão com torresmo e ovo frito)
Pratos antigos
Ainda hoje os pratos lapeanos são muito requisitados pelos clientes do restaurante de Dinacir Murbach de Azambuja, do Espaço Único, na Lapa, que exibe até mesmo um fogão a lenha. “Os mais pedidos são o virado de feijão com torresmo e ovos fritos”, diz ela.
Em outro restaurante da cidade, o Lipski, os pratos típicos são um atrativo para novos viajantes, que agora vão à cidade não para comercializar mulas e mantimentos, como faziam os tropeiros, mas para saborear o melhor da culinária regional.

 Quitutes Lapeanos
 (coxinha de Farofa)

 (biscoitinhos do "café com mistura")
A cidade que nasceu no caminho das tropas tem na culinária “tropeira-lapeana”, sua base gastronômica, que é reforçada pelo tradicional e delicioso “Café com mistura”, servidos nas casas nos séculos XIX e XX, por confrarias femininas, que se utilizavam destes encontros, litero-gastronômicos, para trocar receitas.
No final dos anos 40 do século XX, uma invenção genuinamente lapeana, foi incorporada, inicialmente às quermesses em homenagem ao padrinho da cidade São Benedito e ao padroeiro São Antônio. 
Hoje festejada “coxinha de farofa”, é tão requisitada, que passou a ser produzida, por mulheres que a utilizaram como complementação de renda. É encontrada em todas as panificadoras da cidade.